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20/08/2017 às 20:39


Tratamento humanizado na 81ª DP


Pensando em oferecer tratamento mais humanizado às vítimas de violência na Região Oceânica de Niterói, a 81ª DP (Itaipu) criou na última semana o Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança e Idoso. Além do tratamento que requer mais sensibilidade dos agentes, a delegada titular da unidade, Carina Bastos, pretende dar mais celeridade à resolução dos inquéritos envolvendo as vítimas. Para isso, ela conta com uma equipe especializada para a apuração dos casos.

“Assim que nós assumimos a delegacia, há cerca de três meses, fizemos um levantamento sobre os tipos mais comuns de crimes que aconteciam na 81ª DP. Identificamos que os crimes contra o patrimônio eram os mais comuns, mas também vimos casos de violência doméstica, crimes contra idosos, crianças e entendemos que era necessário olharmos para esses casos com mais tato”, analisa a delegada.

Carina Bastos assumiu a distrital há três meses e percebeu que havia muitos casos de violência contra mulheres, crianças e idosos, e essas pessoas se sentiam constrangidas em depor

Foto: Colaboração/ Vinícius Rodrigues

A delegada também procurou separar uma sala específica para o atendimento. Segundo ela, muitas mulheres que chegavam para registrar ocorrência se sentiam envergonhadas quando eram atendidas por policiais homens ou quando o atendimento era feito na frente de outros agentes.

“Nossa equipe, quando passou a atender em uma sala à parte, identificou que essas vítimas se sentiam mais à vontade para relatar seus problemas. Uma policial nossa atendeu uma vítima que só sabia chorar. E como o atendimento foi de mulher para mulher, a vulnerabilidade se torna mais latente e assim podemos ajudá-la”, explica a delegada, ressaltando que em alguns casos as vítimas são encaminhadas para centros de atendimento especializados em Niterói e recebem acompanhamento.

Um dos casos mais recentes é a investigação do caso de uma adolescente de 13 anos que foi estuprada por um desconhecido depois de sair de uma festa na praça do Engenho do Mato, há pouco mais de uma semana. Segundo Carla, a menina está sendo acompanhada e a família já se sente acolhida pela equipe de policiais.

“Já tivemos um caso aqui em que um casal esteve a ponto de se divorciar depois de tantos problemas e até um caso de agressão aconteceu. Vimos que o homem agressor não tinha esse histórico, mas por uma infelicidade ele perdeu a cabeça e agrediu sua companheira. Cumprimos a lei em prendê-lo, baseados na Lei Maria da Penha. Hoje ele se arrepende e o casal repensou se vale a pena pedir o divórcio. São casos e casos, mas queremos de fato que todas as vítimas que se enquadram nesse núcleo especializado, que procurem nossa equipe e não tenham medo de registrar ocorrência”, ressaltou a delegada. 

Por: Jorge Batista


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