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'Poderia tê-la matado': irmão de idosa de 81 anos agredida por vizinho na Tijuca relata que vítima perdeu a consciência após socos

'Ele tinha muito ódio e intenção de matar alguém', diz vítima agredida por vizinho na Tijuca O irmão da idosa de 81 anos agredida dentro de um condomínio...

'Poderia tê-la matado': irmão de idosa de 81 anos agredida por vizinho na Tijuca relata que vítima perdeu a consciência após socos
'Poderia tê-la matado': irmão de idosa de 81 anos agredida por vizinho na Tijuca relata que vítima perdeu a consciência após socos (Foto: Reprodução)

'Ele tinha muito ódio e intenção de matar alguém', diz vítima agredida por vizinho na Tijuca O irmão da idosa de 81 anos agredida dentro de um condomínio na Tijuca, na Zona Norte do Rio, conversou com exclusividade com a GloboNews e contou que a vítima está em choque e não consegue compreender por que foi atacada por um vizinho com quem sempre manteve uma relação cordial. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo Jorge da Rocha Santos, a irmã perdeu a consciência durante as agressões e não se lembra do que aconteceu até a chegada do socorro. Ele afirmou que a idosa poderia ter morrido. “Ela está chocada. Não compreendendo como pôde ser agredida por um vizinho que ela sempre tratou bem, sempre cumprimentou, sempre teve deferência. E, de repente, essa pessoa arromba a porta do apartamento, parte para cima dela, soca, soca, soca. E ela perde a consciência. Ela não se lembra de mais nada depois dos socos, até chegar o pessoal do Samu”, relatou Jorge. "Um soco numa região mais delicada poderia tê-la matado”, afirmou. Lucas Portela Fontana Gomes Reprodução A idosa está internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. De acordo com o irmão, ela sofreu ferimentos no rosto, hematomas nos dois olhos, dores pelo corpo e tem tido de ânsia de vômito. Célia sofreu traumatismo craniano, e teve sangramento intracraniano por causa das agressões. Jorge mora em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, e soube da agressão durante a madrugada, depois de receber uma ligação da síndica do condomínio. Segundo ele, a administradora relatou que um homem havia arrombado portas de apartamentos no andar e agredido moradores, entre eles a irmã. “Você olha para o smartphone e vê o nome da síndica do prédio aí do Rio de Janeiro. A gente imediatamente fica sobressaltado. Alguma coisa ruim aconteceu”, contou. 'Ele tinha muito ódio e intenção de matar alguém', diz vítima agredida por vizinho na Tijuca O irmão disse que, ao receber a notícia, pensou no pior. Ele deixou Petrópolis na manhã de quinta-feira, dia 5, e foi ao condomínio antes de seguir para o hospital, onde encontrou a irmã com diversos ferimentos. Desde então, vem ao Rio e volta para a Serra. Na manhã deste sábado, 7, volta à capital pela expectativa de alta da irmã. “Eu a encontrei muito machucada, o rosto cheio de hematomas, hematoma nos dois olhos e muitas dores no corpo, muita dor de cabeça e ânsias de vômito”, afirmou. ‘A revolta é imensa’ Jorge descreveu como uma das cenas mais difíceis de sua vida o momento em que encontrou a irmã no hospital. Ele se emocionou ao falar da fragilidade física da idosa e da violência do ataque. “É uma reação meio difícil de descrever. Quando você vê uma cena que nunca gostaria de ver. Uma profunda pena e também uma profunda revolta em saber que um monstro, só posso chamar assim, teve a coragem de agredir uma senhora de 81 anos, franzina, com um metro e meio de altura, no máximo, pesando aí os seus 50 quilos, incapaz de fazer mal a qualquer pessoa. A revolta é imensa”, disse. Para ele, a irmã poderia não ter sobrevivido às agressões. “Eu considero a sobrevivência dela quase que miraculosa, porque possivelmente, talvez, um soco numa região mais delicada poderia tê-la matado”, afirmou. Lucas Portela Fontana Gomes agride vizinha no elevador Reprodução A vítima é aposentada da Embratel, não tem filhos e mora sozinha no apartamento. Segundo Jorge, ela vive no condomínio desde 1973, há 53 anos. O irmão contou que a idosa não tinha qualquer relação próxima com o vizinho que a agrediu. O contato entre os dois se limitava a cumprimentos nos espaços comuns do prédio. “Nenhuma relação social, a não ser bom dia, boa tarde, como vai, como tem passado”, explicou. Recuperação e acompanhamento psicológico Apesar da gravidade das agressões, Jorge afirmou que a irmã apresentou melhora durante a internação. Segundo ele, os hematomas diminuíram, mas o rosto ainda permanece bastante inchado. “Hoje eu a vi. Ela está melhor, os hematomas na face diminuíram, mas o rosto ainda está bastante inchado. Ela está ansiosa para sair lá do Souza Aguiar e aguardando a alta para nós irmos para o Instituto Médico Legal”, contou. LEIA TAMBÉM: 'Ele tinha muito ódio e intenção de matar alguém', diz vítima agredida por vizinho na Tijuca Saiba quem é o lutador preso por espancar vizinhas Após a liberação do hospital e a realização do exame de corpo de delito, a expectativa é que ela passe alguns dias em Petrópolis, na casa de familiares. Nesse período, Jorge pretende levá-la a especialistas, incluindo oftalmologista, otorrinolaringologista, traumatologista e ortopedista, para uma avaliação mais aprofundada das consequências das agressões. A família também considera necessário que a idosa receba acompanhamento psicológico para lidar com o trauma. Família cobra justiça Além da recuperação da irmã, Jorge espera que o caso sirva de alerta para a segurança de moradores de condomínios, especialmente mulheres e idosos. O irmão defendeu uma apuração rigorosa e cobrou responsabilização pelo ataque. “O que queríamos, acima de tudo, é que a Justiça se faça, não por vingança, mas por um dever com a sociedade”, declarou. Ele também pediu mais atenção à segurança dos condomínios e aos procedimentos adotados na locação de imóveis. Para Jorge, a preocupação da família agora é garantir que a irmã se recupere tanto das lesões físicas quanto das consequências emocionais da violência sofrida dentro da própria casa. Lucas Portela Fontana Gomes agride vizinha no elevador Reprodução Como foram as agressões Segundo os relatos reunidos na investigação, por volta da 1h Lucas Portela Fontana Gomes invadiu, sem motivo aparente, o apartamento de uma vizinha no 3º andar e agrediu uma idosa de 81 anos. Os parentes dela conseguiram deixar o imóvel e foram até a portaria pedir ajuda. Uma vizinha do 2º andar, de 40 anos, ouviu os gritos e os pedidos de socorro e também desceu ao térreo. “Ele está com a minha avó!”, lhe disse um jovem. Ela, então, subiu ao 3º pavimento para verificar o que estava acontecendo. Ao chegar, encontrou Lucas já na porta no elevador. Cachorros que estavam soltos no corredor entram na cabine. Lucas, descalço e sem camisa, exige que a vizinha ajoelhe. Na sequência, dá um chute. “Você não me bate!”, pede a mulher. O agressor ignora a súplica e inicia uma brutal sequência de socos e cotoveladas. A vítima, em vão, tenta se proteger com as mãos. O elevador desce ao térreo, mas ninguém aparece para ajudar. As agressões continuam: Lucas encurrala a vizinha do elevador e passa a empurrar a cabeça dela contra uma parede. Depois, pelas costas, a estrangula com um “mata-leão” e a leva para o chão. Vítima diz que lutador que espancou vizinhas em prédio na Tijuca fez ameaças A mulher tem dificuldades para respirar. Lucas a solta, deitada no piso, e passa a socá-la no rosto, apoiando-se de joelhos no peito da vítima. Os cães tentam impedir as agressões. O criminoso ainda a pega pelo pescoço e bate várias vezes a cabeça dela no chão. Lucas, então, sai do elevador e anda pela portaria, aos gritos. Ensanguentada e com dificuldades para se levantar, a mulher sai do elevador, deixa o prédio e se abriga em um posto de gasolina próximo. Lucas sobe de volta ao 3º andar. Pela manhã, policiais militares do 6º BPM (Tijuca) e agentes da Guarda Municipal foram chamados. Segundo o registro do caso, Lucas reagiu à abordagem e tentou pegar a arma de um policial. Os PMs atiraram nas pernas dele. Ainda de acordo com o registro, mesmo ferido, Lucas resistiu à prisão e tentou subir pelas escadas. Ele foi imobilizado após o uso de uma arma de choque.